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Primeira viagem internacional depois dos 50: 12 erros para evitar antes de sair de casa

A mala ainda está aberta sobre a cama.

O passaporte está na gaveta.

O avião só decola daqui a algumas semanas.

Parece cedo demais para alguma coisa dar errado.

Mas algumas das maiores dores de cabeça de uma viagem internacional começam justamente nessa fase.

Comprar uma passagem antes de verificar a documentação necessária.

Escolher um hotel olhando apenas as fotografias.

Aceitar uma conexão complicada porque a passagem estava mais barata.

Levar todos os meios de pagamento no mesmo lugar.

Pousar em outro país sem saber como chegar ao hotel.

Ou montar tantos passeios que a primeira experiência internacional se transforma em uma corrida contra o relógio.

Nada disso significa que viajar para fora do Brasil depois dos 50 seja complicado.

Significa apenas que uma viagem internacional possui algumas etapas que não fazem parte de uma viagem dentro do país.

E existe uma diferença enorme entre comprar uma passagem internacional e estar preparado para embarcar.

Por isso, antes de fechar a mala, vale conhecer alguns erros que podem ser evitados ainda dentro de casa.

Erro 1: comprar a passagem e só depois pesquisar as regras de entrada

A promoção apareceu.

O destino sempre esteve na sua lista.

A passagem parece uma oportunidade.

A vontade é comprar imediatamente e resolver a documentação depois.

Cuidado.

As condições para entrada de turistas variam conforme o destino e podem mudar ao longo do tempo.

Passaporte, visto, autorizações, seguro, comprovantes e outros documentos podem fazer parte das exigências dependendo do país e das circunstâncias da viagem.

Por isso, este artigo não vai dizer que determinado país exige este ou aquele documento.

Essa informação deve ser conferida novamente próximo à viagem.

Consulte os canais oficiais do país de destino, representações diplomáticas, companhia aérea e, se estiver organizando a viagem com auxílio profissional, uma agência de viagens de confiança.

A regra é simples:

primeiro descubra quais são as exigências. Depois compre com segurança.

Erro 2: olhar apenas a data de vencimento do passaporte

“O passaporte ainda está válido.”

Ótimo.

Mas essa não deveria ser a única verificação.

Dependendo do destino e do itinerário, podem existir condições específicas relacionadas ao documento utilizado para entrar no país.

E justamente porque essas regras podem mudar, não é interessante depender daquela informação encontrada em uma publicação antiga, vídeo nas redes sociais ou relato de alguém que viajou anos atrás.

Antes de comprar a passagem e novamente próximo ao embarque, consulte as orientações atualizadas aplicáveis ao seu destino.

Esse pequeno cuidado evita descobrir um problema quando a viagem já está paga.

Erro 3: confiar em vídeos antigos sobre documentação

Este erro merece um tópico próprio.

Hoje existem milhares de vídeos ensinando:

“Tudo o que você precisa para entrar em determinado país.”

“Novas regras para viajar.”

“Documentos obrigatórios.”

“Veja o que mudou.”

O conteúdo pode ter sido absolutamente correto quando publicado.

Isso não significa que continue correto quando você estiver viajando.

Regras migratórias, procedimentos aeroportuários e exigências para turistas podem ser alterados.

Por isso, utilize blogs, vídeos e redes sociais para entender o assunto, mas confirme requisitos oficiais em fontes atualizadas.

E observe sempre a data da informação encontrada.

Para questões burocráticas, uma boa regra é:

quanto mais importante a informação, mais confiável precisa ser a fonte.

Erro 4: montar uma conexão como se fosse apenas trocar de avião

Na primeira viagem internacional, uma conexão curta pode parecer excelente.

Menos tempo esperando no aeroporto.

Chegada mais rápida.

Talvez até uma passagem mais barata.

Mas existe uma pergunta mais importante:

o que você precisará fazer durante aquela conexão?

Dependendo do itinerário, aeroporto e tipo de passagem, a experiência pode envolver diferentes terminais, controles, procedimentos com bagagem e deslocamentos internos.

E aeroportos internacionais podem ser enormes.

Por isso, antes da compra, pesquise como funciona aquela conexão específica.

Também preste atenção se todo o trajeto foi comprado em uma única reserva ou se você está combinando passagens separadamente, pois as responsabilidades e procedimentos podem ser diferentes.

Na primeira viagem internacional, alguma margem entre os voos pode trazer uma tranquilidade que não aparece no preço da passagem.

Erro 5: escolher o hotel pela fotografia e esquecer o mapa

A hospedagem parece maravilhosa.

Quarto bonito.

Café da manhã apetitoso.

Boas avaliações.

Preço interessante.

Mas onde exatamente ela fica?

Na primeira viagem internacional, localização pode fazer uma diferença enorme.

Você ainda estará entendendo o transporte, os hábitos da cidade e a maneira de se deslocar naquele destino.

Um hotel muito afastado pode significar começar e terminar todos os dias com trajetos longos.

Por isso, não procure necessariamente o hotel mais central ou o mais caro.

Procure aquele que ofereça boa logística para o roteiro que você pretende fazer.

Veja o mapa.

Localize as atrações.

Observe estações e pontos de transporte.

Pesquise os arredores.

Leia comentários recentes sobre localização.

Às vezes, conforto significa simplesmente conseguir voltar para o hotel sem transformar o fim de cada passeio em outra viagem.

Erro 6: depender de uma única forma de pagamento

O cartão funciona perfeitamente no Brasil.

Então basta levá-lo.

Talvez não seja uma boa ideia depender exclusivamente dele.

Antes de viajar, pesquise quais formas de pagamento são mais utilizadas no destino e verifique as condições dos serviços que pretende usar no exterior.

Além disso, considere ter uma alternativa.

E existe outro cuidado simples:

não concentrar tudo no mesmo lugar.

Se todos os cartões, dinheiro e documentos estiverem juntos e algo acontecer com aquela carteira, um problema pequeno pode se tornar enorme.

Não se trata de viajar preocupado.

Trata-se de criar um plano B antes de precisar dele.

Erro 7: deixar a internet para resolver depois que pousar

Antigamente, ficar sem internet durante uma viagem significava basicamente ficar longe das redes sociais.

Hoje pode significar ficar temporariamente sem:

mapa, tradutor, aplicativo de transporte, reservas, bilhetes digitais, mensagens e informações importantes.

Antes de sair do Brasil, portanto, descubra como pretende se conectar no destino.

Existem diferentes alternativas, e a melhor escolha depende do aparelho, do país, da duração da viagem e do seu perfil de uso.

Não é necessário decidir com meses de antecedência.

Mas é interessante não deixar essa descoberta para o saguão do aeroporto depois de uma longa viagem.

Outro recurso útil é deixar mapas, endereços e informações essenciais disponíveis também offline.

Erro 8: guardar absolutamente tudo no celular

Passagem.

Reserva do hotel.

Seguro.

Ingressos.

Endereço.

Informações da viagem.

Tudo está no telefone.

É extremamente prático.

Até o telefone ficar sem bateria.

Ou apresentar algum problema.

Não precisamos voltar à época das pastas enormes de documentos impressos.

Mas informações realmente importantes merecem alguma redundância.

Mantenha cópias digitais em local seguro e acessível de outra maneira e avalie quais documentos importantes também vale levar impressos.

Deixar com alguém de confiança no Brasil algumas informações básicas da viagem também pode ser uma precaução útil.

Tecnologia facilita a viagem. Plano B protege a viagem.

Erro 9: chegar ao país sem saber como sair do aeroporto

Você desembarca.

Passa pelos procedimentos de entrada.

Retira a mala.

Sai para o saguão.

E então surge a pergunta:

“Agora, como eu chego ao hotel?”

Esse não é o melhor momento para começar a pesquisa.

Antes de embarcar, descubra quais são as principais opções entre o aeroporto e sua hospedagem.

Trem?

Metrô?

Ônibus?

Transfer?

Táxi?

Aplicativo?

Veja onde embarcar, como funciona o pagamento e qual alternativa parece mais adequada para o horário da sua chegada.

Também tenha o endereço completo da hospedagem facilmente acessível.

Você não precisa conhecer todo o sistema de transporte da cidade.

Precisa apenas saber realizar com tranquilidade o primeiro deslocamento da viagem.

Erro 10: preparar uma mala para “qualquer situação possível”

Primeira viagem internacional.

Surge aquele pensamento:

“Melhor levar porque talvez eu precise.”

E a mala cresce.

Mais uma blusa.

Outro sapato.

Mais uma calça.

Um casaco extra.

Alguma coisa “por garantia”.

Quando percebe, está carregando uma mala enorme por aeroportos, estações, hotéis e calçadas.

O extremo contrário também pode causar problemas: reduzir tanto a bagagem que faltam itens adequados para as atividades planejadas.

A melhor mala não é necessariamente a menor nem a maior.

É aquela que combina com o roteiro.

Pesquise o clima esperado para o período, considere as atividades programadas e pense em roupas que possam ser combinadas entre si.

E não subestime o calçado.

Em muitas viagens internacionais, você provavelmente caminhará muito mais do que imagina.

Erro 11: acreditar que o cotidiano será parecido com o Brasil

Tomadas.

Horários.

Refeições.

Transporte.

Formas de pagamento.

Funcionamento do comércio.

Costumes.

Regras locais.

Pequenas diferenças fazem parte justamente da graça de conhecer outro país.

Mas chegar sabendo algumas delas torna os primeiros dias muito mais fáceis.

Antes da viagem, não pesquise apenas:

“O que conhecer?”

Pesquise também:

“Como funciona o dia a dia nesse lugar?”

Como comprar um bilhete?

Como funcionam os restaurantes?

Quais são os horários habituais?

Como as pessoas se deslocam?

Existem costumes importantes que turistas deveriam conhecer?

Na primeira viagem internacional, essas informações práticas podem ser mais úteis do que decorar uma lista enorme de atrações.

Erro 12: tentar conhecer tudo porque “não sei quando voltarei”

Talvez esse seja o erro mais compreensível de todos.

Você esperou muito por essa viagem.

Atravessou um oceano.

Investiu dinheiro.

Então surge a sensação:

“Preciso aproveitar cada minuto.”

Segunda: atrações.

Terça: bate-volta.

Quarta: museus.

Quinta: outra cidade.

Sexta: passeio logo cedo.

Sábado: malas novamente.

E as férias começam a parecer uma operação logística.

Aproveitar uma viagem não significa necessariamente preencher todas as horas disponíveis.

Uma tarde livre pode permitir descobrir um bairro que não estava no roteiro.

Voltar àquele restaurante.

Sentar em uma praça.

Entrar em uma loja.

Tomar um café.

Ou simplesmente descansar.

Na primeira viagem internacional, deixar espaços livres tem outra vantagem:

você ainda estará aprendendo como aquele destino funciona.

O melhor planejamento não é aquele que tenta prever tudo

Depois de tantos cuidados, pode parecer que estamos defendendo uma viagem completamente programada.

Não estamos.

Planejamento demais também pode atrapalhar.

Existe uma diferença entre planejar para evitar problemas e programar cada minuto das férias.

Documentação?

Conferida.

Primeira hospedagem?

Resolvida.

Como sair do aeroporto?

Pesquisado.

Formas de pagamento?

Organizadas.

Internet?

Pensada.

Documentos importantes?

Com cópias.

Depois disso, deixe a viagem respirar.

Você não precisa saber onde estará às 15h37 da próxima quarta-feira.

Planeje aquilo que traz segurança. Deixe espaço para aquilo que pode virar memória.

Faça o teste do primeiro dia

Antes de fechar a mala, imagine uma situação.

Você acabou de pousar no exterior.

Está cansado depois do voo.

Seu celular demorou para conectar à internet.

Agora responda:

Você sabe onde está a reserva do hotel?

Tem o endereço da hospedagem?

Sabe como chegar até lá?

Possui uma segunda opção de pagamento?

Consegue acessar seus documentos importantes sem depender exclusivamente daquele celular?

Sabe onde consultar informações oficiais caso tenha alguma dúvida?

Se as respostas forem positivas, existe uma boa base.

Se várias forem:

“Eu vejo quando chegar”, talvez ainda haja algumas coisas para organizar.

E onde pesquisar as regras da viagem?

Essa é uma das partes que eu considero mais importantes para manter este artigo útil por muito tempo.

Não queremos dizer ao leitor qual é a regra atual.

Queremos ensinar onde procurar a regra correta quando precisar dela.

Antes da viagem, consulte principalmente os canais oficiais do governo do país que será visitado, embaixadas e consulados, orientações oficiais brasileiras para viajantes e informações fornecidas pela companhia responsável pelo transporte.

Quem prefere não cuidar sozinho dessa parte pode recorrer a uma agência de viagens de confiança para auxiliar no planejamento.

Mesmo quando outra pessoa organiza a viagem, vale confirmar as informações importantes próximo ao embarque.

Porque regras podem mudar.

E aquilo que valia quando você começou a planejar pode não ser exatamente igual meses depois.

Se o seu sonho é fazer a primeira viagem internacional, já está se programando para isso? Veja esse artigo financeiro que preparamos?: “Organização financeira na maturidade: o guia prático para equilibrar as contas”

Depois dos 50, a primeira viagem internacional não precisa parecer uma prova

Você não precisa dominar outro idioma perfeitamente.

Não precisa entender cada detalhe do aeroporto.

Não precisa conhecer toda a rede de transporte antes de pousar.

E muito menos fazer tudo sozinho para provar independência.

Perguntar faz parte.

Pegar uma saída errada pode acontecer.

Mudar o roteiro também.

O objetivo não é realizar uma viagem perfeita.

É impedir que problemas previsíveis roubem tempo de uma experiência que você esperou tanto para viver.

Depois dos 50, existe uma vantagem importante: você provavelmente já sabe melhor aquilo que funciona para você.

Pode escolher conforto.

Pode pedir ajuda.

Pode descansar.

Pode permanecer mais tempo naquele lugar de que gostou.

E pode fazer a primeira viagem internacional no seu ritmo.

Antes de sair de casa, a viagem já começou

A fronteira será atravessada muito depois.

Mas a tranquilidade da primeira viagem internacional começa dentro de casa.

Quando você confere seus documentos.

Quando pesquisa as exigências.

Quando entende onde ficará hospedado.

Quando analisa a conexão.

Quando prepara alternativas para dinheiro e internet.

Quando deixa algum espaço no roteiro.

São decisões pequenas.

Quase invisíveis.

Mas são justamente elas que permitem que, quando o avião finalmente pousar, você tenha menos problemas para resolver e mais tempo para fazer aquilo que realmente importa:

estar ali.

Continue viajando com o 5quentamais.TUR

A primeira viagem internacional depois dos 50 pode trazer muitas dúvidas. Informação transforma boa parte delas em planejamento.

No 5quentamais.TUR, a proposta é ajudar viajantes 50+ a conhecer novos destinos com mais conforto, segurança e autonomia  sem transformar a viagem em uma maratona de regras e preocupações.

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